Segurança Pública Especializadas vão alimentar Central de Cadastro de Presos e Detidos
Sempre que uma prisão for realizada, um perito fará a identificação do detido e incluirá impressões digitais, fotografias e assinaturas na Central de Cadastro. Segundo a superintendente da Polícia Técnico-Científica, Rejane Sena, a realização do procedimento nas especializadas vai dar agilidade aos trabalhos. “Vamos evitar deslocamentos até o Instituto de Identificação”, exemplifica.
Para o presidente da Agência do Sistema de Execução Penal, Edílson de Brito, a identificação nas delegacias vai incluir no banco de dados informações sobre pessoas que não entram, oficialmente, no sistema prisional. “Vários presos são autuados aqui (nas especializadas) e saem com alvará de soltura. Nós estamos criando aqui um espaço para a coleta de dados dos presos que não descem para a CPP mas que, futuramente, podem se envolver em alguma situação delituosa”. A inclusão destas pessoas no sistema vai dar agilidade às investigações e até evitar que homônimos sejam detidos injustamente.
O banco de dados da Central é composto por informações da Agência Goiana do Sistema de Execução Penal – AGSEP – e da Superintendência de Polícia Técnico-Científica. Ao todo, são 67 mil identificações, sendo sete mil do sistema prisional e as demais da Polícia Técnico-Científica. Os dados coletados nas especializadas irão se juntar aos já existentes e formarão um banco único, que poderá ser acessado via intranet. Policiais militares e bombeiros poderão ter acesso aos dados da Central, mas os trâmites de investigação não sofrerão mudanças, segundo o superintendente de Polícia Judiciária, delegado Álvaro Cássio. “Esse banco de dados interessa mais à polícia civil, que é a encarregada constitucionalmente de fazer a investigação”, pontua.
Ainda não há previsão de quando as demais delegacias passarão a contar com a presença de um perito papiloscopista e, com isso, poderão alimentar a Central de Cadastro de Presos e Detidos. A superintendente da SPTC, Rejane Sena, adianta, porém, que a intenção da Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp - é fazer com que o procedimento se torne padrão em todo o País. Ela garantiu que a Central goiana irá fazer o compartilhamento de dados com outras centrais já existentes no país.
Mais informações: (62) 3201-1055
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